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Dia das Boas Ações – 70 ONGS Se Reúnem Para Essa Ação Maravilhosa.

70 ONGs iniciam a mobilização destinado a o Dia das Boas Ações
Texto escrito pela jornalista voluntária Fernanda Magalhães. Fotos do fotógrafo voluntário Fernando Tribino.

dia das boas ações

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Todo mundo junto pra fazer bonito no Dia das Boas Ações 2017.

Ação de limpeza e mentalização na praia de ipanema no Dia das Boas Ações do ano passado. O Atados, base que conecta voluntários a causas sociais, reuniu, na tarde da última terça-feira, por volta de 70 representantes de organizações não-governamentais (ONGs) do Rio de Janeiro, no auditório da instituição Viva Rio, para o primeiro encontrão de preparação do Dia das Boas Ações (Good Deeds Day).

O evento acontece no primeiro final de semana de abril. A data, comemorada internacionalmente há 11 anos, vai para sua segunda edição no Brasil sob administração do Atados. O objetivo é incentivar pessoas para estabelecer um contato inicial com causas sociais. No ano passado, o evento, que aconteceu em mais de 40 cidades do país, mobilizou, só no Rio de Janeiro, cerca de 750 voluntários em 41 ações.

Agir e juntos essas são as duas palavras-chaves que conduzirão os trabalhos dos programas sociais e voluntários parceiros do Atados Rio, no Dia das Boas Ações deste ano. “Hoje começamos a pensar em ações que façam com que esse primeiro contato com o voluntariado permaneça e se perpetue por mais tempo, ações que sejam atrativas, que consigam mexer muitas pessoas para que isso gere mais engajamento, impacto e envolvimento no setor social.

Tem bastante gente querendo participar, porém que, às vezes, não sabe o que fazer. Por isso, o Dia das Boas Ações é uma ocasião”, explicou o co-fundador do Atados, Daniel Morais. Daniel realizou ainda uma oficina para criação de ações com os membros, pedindo que todos refletissem sobre as dificuldades que os impediam de executar e colocar em prática seus sonhos. “É importante partilhar seu sonho, senão ele não acontece”, afirmou. A equipe do Atados no Rio contando para todo mundo como vai ser o evento esse ano. Galera do Favela Verde mostrando como foi a ação do ano passado.

Limparam um terreno para fazer plantio de árvores frutíferas, criaram comporteiras para um escola pública e pintaram o muro de seu novo pomar. Na reunião conduzida pela equipe do Atados, ONGs experientes se misturavam às que planejavam ações pela primeira vez. Em grupo, elas foram convidadas a pensar em atividades para os dois dias de evento.



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As ONGs Favela Verde, que aborda sustentabilidade na Rocinha, e Bonecas de Propósito, que confecciona bonecas terapêuticas para crianças hospitalizadas, no Leblon, puderam dividir suas experiências na edição anterior. Esta última, por exemplo, contou que a oficina de desenho realizada foi tão bem-sucedida que se tornou um produto do projeto a ser repetido no Dia das Boas Ações deste ano.

Da canhota para a direita: Maria Cláudia Duque, Inês Rocha e Fernanda Candeias. As meninas do Bonecas de Propósito pensando em qual ação vão fazer este ano. “É empolgante ver os desenhos e as mensagens que são feitas. A ideia é trabalhar o olhar daquela criança saudável que está participando do evento para aquela boneca que tem uma enfermidade e que vai para a criança que está no hospital. São crianças invisíveis destinado a o mercado, para a sociedade visto que estão doentes.

Por isso, a intenção é realizar a educação e inclusão dessa criança”, afirmou a procurador da ONG, Fernanda Candeias. Lidia Urani, da ONG Para Ti, em Vila Canoas, São Conrado, compartilhou as dificuldades que enfrenta em dividir as principais responsabilidades da instituição com o marido. Ela destacou que a participação no evento do ano passado — grafiteiros e cerca de 100 voluntários se uniram para colorir espaços de Vila Canoas — rendeu voluntários para outras ações da ONG ao longo do ano como o projeto de reforço escolar.

Lídia Urani da Ong Para Ti conversando com Raquel Ribeiro do Feminicidade. Novas conexões sendo feitas. “A gente acaba trabalhando muito sozinhos. Então, vemos que é muito esforço só da gente. E um encontrão assim é estimulante porque é muito significativo fazer redes. A união faz a força, realmente. A gente pensa que tem que captar recursos, mas, às vezes, acha voluntários que fazem ocorrer.

Eu recebi um monte de brinquedos de Natal, por exemplo, porque eles se organizaram por conta própria. Foi muito legal”, comemorou. A ONG Smile Train é especialista em tratar crianças com fenda lábio-palatina, mais conhecida como lábio leporino. Eles oferecem cirurgias e tratamentos gratuitos com médicos, dentistas e fonoaudiólogos.

Para o Dia das Boas ações, a instituição internacional, que tem sede em várias cidades do país, planeja uma caminhada de mentalização sobre as fissuras labiopalatinas e repetir a apresentação do ano passado do coral feito por crianças atendidas pelo projeto. “Eu acho que cada vez mais a continuação (do Dia das Boas Ações) mostra nossa integração.

É bastante especial esse momento porque a gente consegue falar com outra ONG, conhecer outros projetos e pensar em conjunto para atuar e transformar”, comentou a representante da Smile Train, Maria Gabriela Carvalho. O evento encontrava-se bem cheio. Dividindo com as ONGs a ocupação de consolidar o Dia das Boas Ações no calendário do terceiro setor, Daniel pontuou que esse primeiro encontro — ainda haverá mais duas reuniões — ganhou com a experiência acumulada no evento do ano anterior. Para o primeiro dia, sábado (1º), a ideia é dispersar ações por toda a cidade com as ONGs realizando mutirões, festas e saraus em seus próprios espaços.

No dia posterior, domingo (2), as ações se concentram no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador. Com entrada gratuita, haverá uma feira de envolvimento social com apresentações culturais, exposições e oficinas promovidas pelas ONGs para celebrar e encerrar a data. “Ano passado foi a primeira vez então nem uma pessoa sabia exatamente o que era. Hoje, as ONGs deram depoimentos de como foi. Todo mundo viu que o negócio dá certo, que além do Dia das Boas Ações, ainda reverbera para outros dias e há também o engajamento dos voluntários”, analisou.

Dicas do Hapvida saúde.

 

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